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Doenças do ombro e cotovelo

Ombro congelado em Belo Horizonte: capsulite adesiva, fases e tratamento

Dor intensa seguida de rigidez; a doença tem começo, meio e fim, e o tratamento certo encurta o caminho.

Revisado por ortopedista de ombro Dr. Bernardo Queiroz, ortopedista especialista em ombro e cotovelo. Atualizado em outubro de 2026.

A capsulite adesiva, ou ombro congelado, é a inflamação seguida de espessamento e encurtamento da cápsula que envolve a articulação do ombro. O resultado é dor forte no início e perda progressiva do movimento, inclusive quando outra pessoa tenta mover o braço. É mais comum entre 40 e 60 anos, em mulheres e em quem tem diabetes ou doença da tireoide.

Mulher com dificuldade para levantar o braço por rigidez no ombro, sinal da capsulite adesiva

O Dr. Bernardo Catão Queiroz, em Belo Horizonte, identifica a fase da doença e combina controle da dor, infiltração guiada por ultrassom e fisioterapia para devolver o movimento sem agredir a articulação.

As três fases do ombro congelado

Fase dolorosa, de dois a nove meses

A dor aparece sem causa clara, piora à noite e com movimentos bruscos. A rigidez começa a se instalar.

Fase de rigidez, de quatro a doze meses

A dor diminui, mas o ombro trava: levantar o braço, girar para fora e levar a mão às costas ficam muito limitados.

Fase de descongelamento, de cinco a vinte e quatro meses

O movimento volta aos poucos. Sem tratamento, o ciclo inteiro pode durar de um a três anos, e parte dos pacientes fica com alguma limitação residual.

Como o diagnóstico é feito

O diagnóstico é clínico: perda do movimento ativo e passivo, principalmente da rotação externa, com radiografia normal. A radiografia serve para afastar artrose, e o ultrassom ou a ressonância descartam ruptura do manguito, que pode coexistir. Quem tem diabetes deve ter a glicemia revista, porque o controle da doença influencia a evolução.

Tratamento na fase dolorosa

O objetivo é tirar a dor para que a fisioterapia seja possível. Analgésicos e anti-inflamatórios por tempo curto, e a infiltração intra-articular de corticoide guiada por ultrassom, que tem bom efeito nos primeiros meses da doença. A hidrodilatação, injeção de volume maior de soro e anestésico para distender a cápsula, é outra opção nesse período.

Tratamento na fase de rigidez

Fisioterapia com alongamento da cápsula dentro do limite da dor, exercícios domiciliares diários e paciência. Forçar o ombro além do tolerável piora a inflamação e atrasa a melhora. A maior parte dos pacientes recupera movimento suficiente para a rotina sem nenhuma cirurgia.

Quando a cirurgia é considerada

A liberação artroscópica da cápsula, às vezes associada à manipulação sob anestesia, fica para quem não melhora depois de seis a doze meses de tratamento bem conduzido, ou para quem tem limitação importante com grande impacto no trabalho. A fisioterapia começa no dia seguinte à cirurgia para manter o ganho de movimento.

Perguntas frequentes sobre ombro congelado (capsulite adesiva)

Ombro congelado tem cura?

Sim. A doença é autolimitada: termina por conta própria em um a três anos, e o tratamento encurta esse tempo e reduz a limitação final. A maioria recupera o movimento sem cirurgia.

Infiltração resolve a capsulite adesiva?

Na fase dolorosa, a infiltração intra-articular de corticoide guiada por ultrassom alivia a dor de forma consistente e permite que a fisioterapia avance. Ela não substitui os exercícios; as duas coisas caminham juntas.

Diabetes tem relação com ombro congelado?

Tem. Pessoas com diabetes têm risco várias vezes maior, evolução mais longa e maior chance de acometer os dois ombros. O controle da glicemia faz parte do tratamento.

Posso fazer exercício com o ombro congelado?

Deve, com orientação. Alongamentos suaves, várias vezes ao dia, dentro do limite da dor, são a base da recuperação. Exercícios com carga acima da cabeça esperam a fase de descongelamento.

Fontes e leitura complementar

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