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Doenças do ombro e cotovelo

Fraturas do ombro e do cotovelo em Belo Horizonte: imobilizar ou operar

Clavícula, úmero proximal, cabeça do rádio e olécrano: cada fratura tem a sua regra, e a rigidez é o inimigo comum.

Revisado por trajetória do Dr. Bernardo Queiroz, ortopedista especialista em ombro e cotovelo. Atualizado em outubro de 2026.

As fraturas mais comuns da região são a da clavícula, em jovens e ciclistas; a do úmero proximal, em pessoas com osteoporose depois de uma queda; e, no cotovelo, as da cabeça do rádio e do olécrano. Muitas consolidam bem com imobilização curta e movimento precoce; as desviadas, instáveis ou articulares costumam precisar de fixação.

Homem ajustando a alça da tipoia que imobiliza o ombro após uma fratura

O Dr. Bernardo Catão Queiroz, em Belo Horizonte, atende fraturas do ombro e do cotovelo da urgência à reabilitação, com a prioridade de devolver o movimento sem perder o alinhamento.

Fratura da clavícula

Acontece na queda sobre o ombro, típica de bicicleta, moto e esportes de contato. A maioria das fraturas do terço médio consolida com tipoia por três a quatro semanas e mobilização progressiva. A cirurgia com placa é indicada quando há encurtamento acima de dois centímetros, desvio importante, fragmentos que ameaçam a pele ou em atletas e trabalhadores que precisam de retorno rápido.

Fratura do úmero proximal

É a fratura do ombro do paciente com osteoporose, geralmente depois de uma queda da própria altura. Quando os fragmentos estão pouco desviados, o tratamento é tipoia por duas a três semanas e fisioterapia cedo, com bons resultados. Fraturas desviadas em pessoas ativas são fixadas com placa e parafusos; em idosos com fratura muito fragmentada, a prótese reversa costuma dar função melhor e mais previsível do que tentar fixar o osso frágil.

Toda fratura por fragilidade pede avaliação da osteoporose para prevenir a próxima.

Fraturas do cotovelo

Cabeça do rádio

A mais comum no adulto, após queda com a mão espalmada. Fraturas sem desvio tratam-se com tipoia por poucos dias e movimento imediato. Fraturas com desvio ou bloqueio do movimento são fixadas ou, quando muito fragmentadas, substituídas por prótese da cabeça do rádio.

Olécrano

A ponta do cotovelo, atingida na queda direta. Como o tríceps puxa o fragmento, quase toda fratura desviada é operada, com banda de tensão ou placa, para permitir mover o cotovelo logo.

Úmero distal

Fratura articular complexa, em jovens por trauma de alta energia e em idosos por queda. Exige reconstrução cirúrgica precisa e, em osso osteoporótico muito fragmentado, pode ser indicada a prótese total do cotovelo.

O risco de rigidez e como evitar

O cotovelo e o ombro perdem movimento rápido quando ficam parados. Por isso a imobilização é a mais curta possível e a fisioterapia começa nos primeiros dias, mesmo com a fratura ainda em consolidação, dentro dos limites que o tipo de fixação permite. É a diferença entre um braço que volta a tudo e um que fica limitado.

Consolidação e retorno

A clavícula e o úmero proximal consolidam em seis a oito semanas; o cotovelo, em torno de seis semanas. Atividades leves voltam em poucas semanas, direção de veículo quando o braço sai da tipoia e faz força com segurança, e esportes de contato após a consolidação completa e a recuperação da força.

Perguntas frequentes sobre fraturas do ombro e cotovelo

Fratura de clavícula precisa de cirurgia?

Na maioria das vezes não. Tipoia por três a quatro semanas e fisioterapia resolvem as fraturas pouco desviadas. A placa é indicada em encurtamento acima de dois centímetros, grande desvio, risco para a pele ou necessidade de retorno rápido.

Quanto tempo fico de tipoia depois de uma fratura do ombro?

Em fraturas do úmero proximal tratadas sem cirurgia, duas a três semanas, com exercícios pendulares começando já na primeira semana. Depois de cirurgia, o tempo depende do tipo de fixação, em geral de duas a quatro semanas.

Idoso com fratura do ombro deve operar?

Depende do desvio e da fragilidade do osso. Fraturas pouco desviadas vão bem sem cirurgia. Em fraturas muito fragmentadas, a prótese reversa costuma devolver função com mais previsibilidade do que a fixação com placa em osso osteoporótico.

Fratura do cotovelo deixa sequela?

O risco principal é a perda de alguns graus de extensão, comum e em geral sem impacto funcional. Mobilização precoce e fixação estável nas fraturas desviadas reduzem muito esse risco.

Fontes e leitura complementar

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