A cirurgia do cotovelo reúne procedimentos diferentes para problemas diferentes: artroscopia para retirar corpos livres e soltar a rigidez, fixação de fraturas da cabeça do rádio, do olécrano e do úmero distal, reinserção do tendão na epicondilite que não melhora, reconstrução de ligamento na instabilidade e prótese na artrose avançada. O que une todos é a pressa em recuperar o movimento.

O Dr. Bernardo Catão Queiroz, especialista em ombro e cotovelo em Belo Horizonte, define a técnica pelo problema e inicia a mobilização nos primeiros dias, porque o cotovelo imobilizado enrijece rápido.
Artroscopia do cotovelo
Por incisões pequenas, a câmera permite retirar corpos livres que travam a articulação, remover osteófitos da artrose, liberar a cápsula na rigidez pós-traumática e tratar a plica sinovial e a epicondilite. É cirurgia de alta no mesmo dia, com fisioterapia iniciada em 24 a 48 horas.
Fraturas do cotovelo
Olécrano desviado, cabeça do rádio com bloqueio ou fragmentação e úmero distal articular são fixados com placas, parafusos ou banda de tensão para que o cotovelo possa mover cedo. Quando a cabeça do rádio não pode ser reconstruída, é substituída por prótese parcial. A escolha depende do padrão da fratura na tomografia.
Epicondilite que não melhora
Depois de seis a doze meses de tratamento conservador sem resultado, o tecido degenerado do tendão é retirado e o tendão é reinserido, por via aberta com incisão de poucos centímetros ou por artroscopia. O resultado é bom na grande maioria, com retorno às atividades em um a três meses.
Instabilidade e lesões ligamentares
A luxação do cotovelo e as lesões do ligamento colateral lateral deixam a articulação instável em alguns pacientes. A reconstrução do ligamento, com enxerto de tendão, devolve a estabilidade. No atleta de arremesso, a lesão do ligamento colateral medial é tratada com reconstrução quando a reabilitação falha.
Prótese do cotovelo
Indicada na artrite reumatoide avançada, em fraturas do úmero distal não reconstruíveis no idoso e em sequelas graves. Alivia a dor e devolve o arco de movimento útil, com a restrição de não carregar peso acima de alguns quilos com o braço operado pelo resto da vida, condição discutida com clareza antes da indicação.
Recuperação depois da cirurgia do cotovelo
A regra é mover cedo. Tala por poucos dias, fisioterapia a partir da primeira semana, ganho de extensão e flexão progressivo ao longo de seis a doze semanas. A força volta entre o terceiro e o sexto mês. O acompanhamento é próximo porque pequenas perdas de movimento são mais fáceis de corrigir cedo.
Perguntas frequentes sobre cirurgia do cotovelo
Cirurgia do cotovelo deixa o braço rígido?
O risco de perder alguns graus de extensão existe, e é por isso que a mobilização começa nos primeiros dias. Com fixação estável e fisioterapia feita como orientado, a maioria recupera um arco de movimento completo ou muito próximo disso.
Quanto tempo leva a recuperação da artroscopia do cotovelo?
Atividades leves em uma a duas semanas, movimento próximo do completo em seis semanas e força total em torno de três meses, variando com o problema tratado.
Quando a epicondilite precisa de cirurgia?
Quando a dor persiste depois de seis a doze meses de tratamento bem feito, com exercícios, órtese e, se preciso, ondas de choque ou infiltração. Isso acontece em menos de dez por cento dos casos.
Posso fazer musculação depois de uma cirurgia no cotovelo?
Na maioria dos procedimentos sim, de forma progressiva a partir do terceiro mês. A exceção é a prótese total do cotovelo, que limita a carga de forma permanente.
Fontes e leitura complementar
- Elbow Dislocation, OrthoInfo, Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos (em inglês)
- Osteoarthritis of the Elbow, OrthoInfo, Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos (em inglês)
- Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo (SBCOC)