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Doenças do ombro e cotovelo

Lesão do manguito rotador em Belo Horizonte: da fisioterapia ao reparo artroscópico

Nem toda ruptura precisa de cirurgia; idade, tamanho da lesão e perda de força decidem o caminho.

Revisado por Dr. Bernardo Catão Queiroz, ortopedista especialista em ombro e cotovelo. Atualizado em outubro de 2026.

O manguito rotador é o conjunto de quatro tendões que envolvem a cabeça do úmero e permitem levantar e girar o braço. A lesão vai da inflamação do tendão à ruptura completa. Tendinopatias e muitas rupturas degenerativas melhoram com fisioterapia e infiltração; rupturas traumáticas, com fraqueza ou em pessoas ativas, costumam ser reparadas por artroscopia.

Homem com a mão sobre o ombro dolorido, queixa típica da lesão do manguito rotador

Em Belo Horizonte, o Dr. Bernardo Catão Queiroz avalia cada ombro pelo exame físico, confirma com ultrassom ou ressonância e só então define se o caminho é conservador ou cirúrgico.

O que é o manguito rotador e como ele se lesiona

Supraespinal, infraespinal, redondo menor e subescapular formam uma manga de tendões ao redor da articulação do ombro. Eles centralizam a cabeça do úmero na glenoide e fazem a força fina de elevação e rotação.

A lesão acontece de dois jeitos. O desgaste progressivo, comum depois dos 50 anos, afina o tendão até romper, muitas vezes sem um evento claro. O trauma, como uma queda sobre o braço ou um puxão forte, rompe de uma vez um tendão que estava saudável, e esse tipo de ruptura tem mais indicação de reparo.

Sintomas que apontam para o manguito

  • Dor na face lateral do ombro que desce pelo braço, sem passar do cotovelo
  • Dor à noite, principalmente ao deitar sobre o lado afetado
  • Dificuldade para levantar o braço acima da cabeça, pentear o cabelo ou pegar algo no alto
  • Fraqueza para sustentar peso com o braço esticado
  • Estalos ou sensação de atrito ao mover o ombro

Dor no ombro com formigamento até os dedos ou que piora ao mexer o pescoço sugere origem cervical, e o exame diferencia as duas situações.

Exames: ultrassom e ressonância

O exame físico, com testes específicos para cada tendão, orienta o diagnóstico. A radiografia mostra o alinhamento e sinais indiretos de ruptura antiga. O ultrassom, feito no próprio consultório, identifica rupturas e bursite com boa precisão e permite comparar com o outro lado. A ressonância magnética detalha o tamanho da ruptura, a retração do tendão e a qualidade do músculo, dados que pesam na decisão de operar.

Tratamento sem cirurgia

Tendinopatia, bursite e boa parte das rupturas parciais e degenerativas respondem ao tratamento conservador: ajuste das atividades que provocam dor, anti-inflamatório por período curto, fisioterapia para recuperar a mecânica da escápula e fortalecer os tendões íntegros e, quando a dor trava a reabilitação, infiltração subacromial guiada por ultrassom.

A maior parte dos pacientes melhora em três a quatro meses. O objetivo é um ombro funcional e sem dor, mesmo que a ressonância continue mostrando a ruptura.

Quando o reparo artroscópico é indicado

A cirurgia entra em quatro cenários: ruptura traumática em pessoa ativa, ruptura completa com perda de força, ruptura que aumenta em exames seguidos e dor que persiste depois de três a seis meses de tratamento bem feito.

O reparo é feito por artroscopia: duas a quatro incisões de menos de um centímetro, câmera dentro da articulação e âncoras que fixam o tendão de volta ao osso. Quando a ruptura é antiga e irreparável, existem alternativas como a transferência tendínea, o balão subacromial e, na artropatia do manguito, a prótese reversa.

Recuperação depois da cirurgia

A tipoia fica por quatro a seis semanas enquanto o tendão cicatriza no osso. A fisioterapia começa com movimentos passivos, evolui para ativos a partir da sexta semana e para fortalecimento a partir do terceiro mês. Trabalho de escritório volta em duas a três semanas; esforço com o braço acima da cabeça espera de quatro a seis meses. O resultado final é avaliado perto de um ano.

Perguntas frequentes sobre lesão do manguito rotador

Toda lesão do manguito rotador precisa de cirurgia?

Não. Tendinopatias, bursites e grande parte das rupturas parciais e degenerativas melhoram com fisioterapia e, se preciso, infiltração. A cirurgia é reservada às rupturas traumáticas, às completas com fraqueza e aos casos que não respondem ao tratamento conservador.

Quanto tempo dura a recuperação do reparo do manguito?

Tipoia por quatro a seis semanas, movimentos ativos a partir da sexta semana e fortalecimento a partir do terceiro mês. A maioria retoma as atividades do dia a dia em três meses e o esforço pesado em quatro a seis meses.

Ruptura do manguito rotador cicatriza sozinha?

Rupturas completas não voltam a se unir ao osso espontaneamente, mas muitas pessoas ficam sem dor e com boa função apenas com reabilitação. Em pacientes jovens e ativos, a tendência é a ruptura aumentar com o tempo, por isso o acompanhamento com exames é importante.

Dormir de lado piora a lesão do manguito?

Deitar sobre o ombro doente comprime a bursa e o tendão inflamados e aumenta a dor, mas não agrava a ruptura. Dormir do outro lado com um travesseiro apoiando o braço costuma aliviar.

Fontes e leitura complementar

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